Com o aumento das tensões geopolíticas e a crescente fragmentação da infraestrutura financeira global, os países do BRICS — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — estão dando passos concretos na construção de um sistema independente de pagamentos e liquidações internacionais.
Em 7 de julho, durante o encontro de países parceiros do BRICS no Rio de Janeiro, o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, confirmou que os membros estão unindo esforços para reduzir a dependência do dólar americano e das redes dominadas pelo Ocidente.
“Estamos desenvolvendo uma infraestrutura de compensação e custódia independente, com uma nova plataforma de liquidação,” afirmou Lavrov. “Também estamos modernizando o Acordo de Reserva de Contingência com instrumentos alternativos ao dólar.”
🔄 De um sistema dolarizado a uma rede de pagamentos multipolar
A iniciativa é fruto das resoluções do Encontro de Cúpula do BRICS realizado em Kazan, em 2024, e representa uma virada estratégica para os mercados emergentes. Entre os principais avanços estão:
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BRICS Clear: plataforma de liquidação própria para transações em moedas locais
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Sistema unificado de pagamentos transfronteiriços, reduzindo a dependência do SWIFT
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Mecanismos regionais de resseguro, para maior resiliência financeira
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Modernização do Acordo de Reserva de Contingência, com inclusão de moedas não atreladas ao dólar
Para empresas de tecnologia de pagamentos e fintechs, essas transformações exigem novos modelos de gestão cambial, liquidez e conformidade regulatória.
📊 O peso econômico por trás da mudança
Lavrov destacou a crescente relevância global do BRICS:
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Os países do BRICS representam mais de 40% do PIB mundial (ajustado por paridade de poder de compra)
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Com os países parceiros, esse número chega a 45%, equivalente a US$ 93 trilhões
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O grupo responde por mais de 20% do comércio mundial e quase metade da população global
Esse peso econômico dá aos BRICS a capacidade real de influenciar o sistema financeiro global e acelerar o uso de moedas locais no comércio internacional, especialmente no Sul Global.
🧭 O que isso significa para o setor de pagamentos
Para provedores de pagamento internacionais, redes de cartões e emissores de cartões virtuais como Buvei, o avanço dos BRICS representa desafios técnicos e oportunidades comerciais:
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Suporte a moedas locais se torna essencial: empresas devem adaptar suas plataformas para integração com padrões BRICS
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Regulação e compliance serão redesenhados: novas jurisdições podem adotar estruturas próprias de AML/KYC
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Interoperabilidade será crítica: sistemas devem operar tanto com a rede SWIFT quanto com as novas soluções BRICS
A Buvei já está se preparando para esse cenário. Com suporte multi-moeda, integração flexível e ferramentas robustas de conformidade, a empresa está capacitando seus clientes globais para navegar com segurança neste novo ecossistema financeiro.
🔮 Próximos passos: o que esperar da próxima cúpula do BRICS
A 17ª Cúpula do BRICS, que será realizada no Brasil ainda este ano, abordará uma agenda estratégica que vai além dos pagamentos, incluindo:
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Resiliência das cadeias de suprimento de saúde e medicamentos
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Digitalização do comércio e infraestrutura tecnológica
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Governança de IA e soberania de dados
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Financiamento climático e investimentos sustentáveis
O recado é claro: o eixo dos pagamentos globais está mudando. Como ressaltou Lavrov, “o Sul Global e o Leste são os principais vetores do crescimento mundial. O BRICS está no centro dessa transformação.”
Para fintechs como a Buvei, isso representa uma oportunidade histórica de liderar a inovação no novo cenário financeiro multipolar — oferecendo soluções digitais seguras e escaláveis para uma nova era de pagamentos internacionais.



