Resumo executivo
Em uma operação conjunta realizada em 22 de abril de 2026, a FCA inspecionou oito endereços em Londres vinculados ao comércio ilegal de criptomoedas P2P. As diligências resultaram na emissão imediata de ordens de cessação e apreensão de provas para dar continuidade às investigações criminais. Essa ação demonstra que a FCA está deixando de lado as ações reativas de julgamento para adotar uma postura proativa de combate conjunto a atividades cripto não registradas.
Um mercado sem autorização oficial
A ação da FCA se baseia em um princípio regulatório fundamental: atualmente, não existem traders ou plataformas de criptomoedas P2P registrados no Reino Unido.
Limites regulatórios
Conforme o Regulamento de Combate ao Lavagem de Dinheiro de 2017, qualquer entidade que intermediar a troca de ativos criptográficos deve estar registrada na FCA. Como nenhum operador P2P concluiu o registro formal, todo o setor funciona atualmente à margem da lei.
Estratégia de abrangência total
Não se trata de uma operação direcionada apenas a agentes maliciosos dentro de um setor regulamentado, mas sim de uma repressão a um modelo de negócio considerado totalmente ilícito em território britânico pela FCA.
O risco central: lavagem de dinheiro
A participação da HMRC e de uma unidade regional de combate ao crime organizado reforça a principal preocupação governamental: as finanças ilícitas.
- A avaliação nacional de riscos do Reino Unido classifica repetidamente os ativos criptográficos como canal de alto risco para lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.
- O inspetor detetive Ross Flay, da SWROCU, destacou que traders P2P não registrados servem como rota ideal para criminosos movimentarem, disfarçarem e gastarem recursos ilícitos.
- O alvo dessas operações é bloquear os pontos de entrada e saída financeiros utilizados por redes de crime organizado.
Transição para o modelo de interrupção ativa
Essa operação representa uma evolução na forma como a FCA fiscaliza o segmento de ativos digitais.
表格
| Modelo de fiscalização antigo | Novo modelo de fiscalização 2026 |
|---|---|
| Reativo: Julgamento individual de operadores ilegais de caixas eletrônicos de criptomoedas. | Proativo: Operações conjuntas de múltiplas agências com diligências simultâneas em diversos locais. |
| Monoinstitucional: Investigações lideradas pela FCA com apoio policial. | Interinstitucional: Ações integradas com órgãos tributários (HMRC) e unidades de combate ao crime organizado. |
| Foco jurídico: Construção de processos para julgamentos individuais. | Foco estratégico: Cessação imediata de atividades e coleta massiva de provas. |
Impacto para empresas e usuários de criptomoedas
A declaração de Steve Smart, diretor executivo de fiscalização da FCA, é clara: “Usaremos nossos poderes e parcerias para interromper essas operações.”
Para empresas
- Operar mesas ou plataformas de negociação P2P sem registro explícito da FCA constitui crime.
- A postura de espera diante da regulamentação não é mais viável.
- Empresas devem obter o registro oficial ou encerrar imediatamente suas atividades no Reino Unido.
Para consumidores
- A FCA alerta que negociações com traders P2P não registrados não oferecem nenhuma proteção ao consumidor.
- Usuários devem utilizar a ferramenta FCA Firm Checker para verificar a regularidade de negócios criptográficos antes de realizar transações.
Roteiro regulatório 2027
As diligências ocorrem em um contexto de preparação do Reino Unido para um regime regulatório abrangente de criptomoedas, com vigência prevista para outubro de 2027. A janela oficial de licenciamento deve ser aberta em setembro de 2026.


